terça-feira, 27 de agosto de 2013

Pensamentos Noturnos - "Em Sucções Mentais"

Observação 1
Tudo sempre começa quando minhas mãos se aquecem ao tocar a pele dele... Ahhh! Como eu gosto de fazer isso!
É como uma grande viagem em mim mesma com a participação de um outro eu que até meses atrás não conhecia, e essa é apenas uma das tantas sensações que podem ser descritas nesse simples e grandioso encontro de minhas mãos com o corpo dele.
Quando encontro com essas sensações que sempre são tão engrandecedoras e emocionantes, eu encontro com o meu melhor vibrando com o melhor dele, e então, eu tenho certezas, invasões delas... Que me fazem soltar completamente o controle conceitual, sabendo assim, que a única verdade é aquele momento que sempre é levado pelo poder dos nossos toques, gemidos, sussurros, mordidas, puxões, arrepios e contrações.
... E eu solto sem medo... Quero fazer isso cada vez mais! Quanto mais eu solto melhor fica! Isso eu chamo de sinceridade.




Observação 2
Milagres passaram a acontecer quando simplesmente deixei a voz do espirito se manifestar. Com tantas coisas que me fazem feliz, digo que uma delas é saber sem nenhuma hesitação que sou eu a responsável pela paz que hoje sinto. Eu escolhi permitir cada segundo desses dias felizes em minha realidade, sem me importar com qualquer coisa e, estou na melhor experiência de minha vida sim, pois as melhores experiências de outras épocas, já não fazem parte da atitude que agora mora comigo.
Antes tudo era intenso sim e bastante, mas era uma intensidade sem verdade... Ai ele chegou e aquecendo minhas mãos em sua pele foi derretendo toda a camada de plástico que me envolvia numa personalidade enrijecida de auto-proteção, só fica o que é real agora. E todo dia é diferente, todo dia é melhor, mesmo quando a noite não tem lua e nem fogo. Todo dia eu me transformo nele e ele em mim, esperando tudo e nada, sem cobrança, drama, incompreensão, posse, guerra, pressa; a gente sabe que tem a vida inteira e que aqui, ela não tem limitações ou em qualquer outro plano em que desejarmos estar.
Confesso que desejei estar nesse ambiente e creio que ele também. Notável dizer - não é que estava disponível, passei 25 anos disponível e internamente nunca me senti disponibilizar... Entretanto com ele, eu me senti verdadeiramente livre e consequentemente inteira para não abrir mão de mim ao me relacionar com alguém, assim aceitei com toda a minha essência o pedido de levar adiante um relacionamento a dois; eu sou minha e ele é completamente dele e quando nos tocamos, nos compartilhamos em um altíssimo nível real ainda pouco entendido na humanidade. Isso para mim é amor.


Observação 3
O cenário que eu mais aprecio é meu corpo de alguma forma conectado ao dele. Me reconheço inteira água, ar e aos poucos sou fogo e terra também. Tenho tudo que preciso ter e me toco antes de toca-lo, eu quero sempre o meu prazer evidente dentro deste transe de realidade. Eu amo a minha pele diluída na sua... Amo a sua explosão libidinosa masculina percorrendo todo o seu corpo indo para suas belas e grandes mãos existindo em mim como portais de interação para o nosso infinito mundo de sensações agradáveis, eu me entrego à elas sem medo, pois, cada vez mais estou comigo por completo... Eu amo a respiração, a saliva... Eu amo que esteja claro, escuro ou colorido; desde que seja ambientado e nutrido pela minha boca existindo nele sem nenhuma irrealidade ou pudor.
A gente se solta e se converge... E só a gente sabe como! Sinto que a minha existência sabe exatamente o que é... Sem questionamentos, e se for como ele perguntou outro dia, de que se der a louca de querer isso pra sempre como fazemos...? 
Eu posso afirmar que todos os dias são eternos positivamente em seus ciclos transformativos e sou isso com certeza, então se "der a louca"; não tem como isso não ser bom... Eu perco o juízo com pleno prazer!
Isso eu considero liberdade.
***
Conclusão, antes eu somente tinha algumas coisas, pelo simples devaneio de ter... Agora eu sou todas as coisas, pela inspiradora sensação de realmente ser.
Eu prefiro agora!
***

Ao som de:

3 comentários:

EDINALDO MILLER disse...

Adorei. Uma descrição intensa e verdadeira de quando ao aceitarmos sentir a nós mesmos (nossa felicidade)e purificar todas os nossos medos, anseios, desejos e vontades e deixar pra trás o que foi, ou que será; só então poderemos ser felizes -LIVRES- e sentir verdadeiramente o AMOR.
Gostei muito.

EDINALDO MILLER disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lê Silva disse...

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