De um lado você, do outro eu...
Aqui eu lhe quero bem e aí você me odeia. Você sempre dorme; eu tenho insônia!
Eu me travo aos braços de outrem, você se entrega a outros corpos, encontra satisfação... Eu finjo, e tenho feito isso muito mau, nunca soube fingir bem!
Eu aqui escuto uma música, e talvez aí você escute a mesma, mas entende e sente ela de outra forma.
Eu falo alto, você baixo. Eu gosto de expressar o que sinto, você de guardar para si.
Somos os extremos, você o início eu o fim, ou o contrário também. Eu o fogo, você a água, terra, ar...
E será assim para sempre? Você a razão e eu a emoção?
É engraçado... Você de um lado da avenida, eu do outro... Nós na mesma direção!
No começo juntos sorríamos intensamente com lágrimas de alegria... Depois com a mesma intensidade juntos choramos com a tristeza do fim.
Fim?
Fim!
Simplesmente fim.
Círculos, rodas, ciclos... A vida acontecendo assim. Você no topo, eu no abismo e vice-versa!
Quanta redundância! Quanta besteira! E eu às vezes pareço criança escrevendo cartas ao papai-noel durante o ano! Hilário isso você não acha?
Se eu o amo? Esta pergunta, além de ser complexa a minha mente hoje; tem muitas respostas... Sim e não, depende de como se interpreta! O amor existe de muitas formas e entre elas várias se encaixam em relação ao que sinto por você, mas isso é assunto para outras noites.
Eu quero deixar a água correr...
Vamos continuar, está engraçado, me divirto... Ironicamente de forma hipócrita!
Envio-lhe abraços e felicidades... Você me manda silêncio... Silêncio profundo quase fúnebre... Silêncio importuno... Silêncio intrigante... Nada mais que silêncio!
É... Talvez seja isso mesmo, eu sou o grito da visão do cego; e você a surdez do mudo.
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Ao som de: Kiss – Hard Luck Woman


